terça-feira, 18 de novembro de 2008

Paulo Salvador, Terapeuta da fala

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Sou licenciado em terapia da fala pela Escola superior de Saúde Egas Moniz (ESSEM).
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Estágios de maior relevância:
  • Hospital Garcia da Orta -voz
  • Equipa de Apoios Educativos do concelho de Almada - linguagem e fala

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Comunicações:
(trabalho realizado no âmbito da licenciatura)
'O efeito da cetirizina na qualidade vocal feminina'
Orador na 7ª Reunião de Otorrinolaringologia do Hospital cuf Infante Santo dias 13 e 14 de Abril de 2007, sob a coordenação da Prof. Doutora Isabel Guimarães, Terapeuta da fala.
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Consultas:
  • Costa da Caparica,
  • Almada,
  • Lisboa,
  • Algés,
  • Setúbal,
  • Odemira,
  • Sto Teotónio.

Áreas de intervenção

  • Perturbações articulatórias - omissão ou substitução de sons.
  • Atrasos do desenvolvimento da linguagem (ADL) - alterações de linguagem, devido a deficiências sensoriais (audição e visão), perturbações neurológicas (paralisia cerebral, trissomia 21, síndrome de asperger, etc) e a défices sócio-culturais.
  • Perturbações específicas da linguagem (PEL)
  • Afasias - alterações de linguagem secundárias a lesão cerebral, no adulto.
  • Disfonia (alteração da qualidade vocal). Funcional (mau uso e abuso vocal), organofuncional (de base funcional pode evoluir para alterações morfológicas - nódulos vocais, etc) e orgânica (laringectomias parciais ou totais)
  • Disfluência (gaguez)
  • Alterações da motricidade oro-facial
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Dificuldades de deglutição

Principais causas das perturbações da comunicação

  • perturbações auditivas;
  • paralisias centrais;
  • perturbações cognitivas;
  • perturbações neurológicas;
  • lesões cerebrais (TCE, etc.);
  • acidentes vasculares cerebrais (AVC);
  • perturbações mnésicas (da memória);
  • perturbações da atenção/concentração;
  • malformações dos órgãos da fala;
  • mau uso e abuso vocal
  • perturbações emocionais;
  • factores do meio ambiente

Fala

Perturbações da fala
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As Perturbações Articulatórias:

Estas perturbações consistem numa desorganização da fala resultante de um uso sistemático incorrecto dos órgãos envolvidos na produção dos fonemas (lábios, língua, véu palatino, etc.). Estas alterações manifestam-se em substituições, omissões e distorções de fonemas, bem como em simplificações de grupos consonânticos.
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A Disartria:

A disartria é uma perturbação da fala caracterizada por uma descoordenação entre a respiração, a articulação, o vozeamento, a ressonância e a entoação e que surge como consequência de um déficit neuro-muscular.
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A Apraxia:

A apraxia manifesta-se pela dificuldade em executar os movimentos necessários para a produção intencional da fala ou pela dificuldade em executar ordens.
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A Gaguez:

A gaguez consiste numa perturbação da fala que afecta o ritmo, a velocidade e a prosódia da fala. Manifesta-se pela dificuldade em iniciar a fonação (bloqueio), pela repetição de um som, de sílabas ou de palavras, pelo prolongamento de sons ou ainda através de elisões.

Linguagem

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Perturbações da linguagem na criança
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Atraso de Desenvolvimento da Linguagem (ADL):

O atraso de desenvolvimento da linguagem define-se por alterações nos vários níveis da linguagem. A criança não evidencia a perda anterior de capacidades, mas manifesta a permanência de padrões linguísticos correspondentes a idades cronológicas anteriores (dificuldade em adquirir capacidades linguísticas, adequadas para a idade).
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Perturbação Específica da Linguagem (PEL):

Uma criança portadora de uma PEL revela um desenvolvimento irregular dos níveis linguísticos, sem qualquer perda da linguagem já adquirida, nem lesões cerebrais observáveis associadas ao problema. A criança utiliza as suas próprias regras e consequentemente, deixa de ser compreendida pelos que a rodeiam.
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Dificuldades de Aprendizagem:

Constituem dificuldades que se observam nas crianças em idade escolar que se encontram num processo de aprendizagem. Estas podem traduzir-se em dificuldades de leitura e escrita (respectivamente dislexia e disgrafia), etc..
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Perturbações na linguagem no adulto
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Afasia:

Caracteriza-se pela perda (total ou parcial) ou pela desorganização linguísticas, como consequência de um acidente vascular ou de uma lesão. As dificuldades manifestam-se na expressão e/ou na compreensão da linguagem oral (por exemplo anomia, etc.) ou escrita (por exemplo, dis/alexia, dis/agrafia, etc.).
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As Perturbações Cognitivo-Linguísticas:

São observáveis em indivíduos que tenham sofrido um traumatismo craniano ou qualquer outro choque cerebral. As dificuldades mais frequentes incidem na memória, na atenção, no léxico, na orientação, na adaptação ao meio e no tratamento assim como na análise de informações orais e/ou escritas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Voz




O que é a Voz?
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Desde sempre, que o homem sente necessidade de comunicar, sendo a voz um dos veículos de transmissão da mensagem, de forma a expormos as nossas ideias com clareza e eficácia.


Também constitui um instrumento, relevante na socialização (como factor de estabelecimento das relações), estimulando reacções de interesse, de alegria, permitindo desenvolver afectividade. Pode-se considerar a voz, como o resultado da expressão corporal, dependente do bem estar físico e psíquico do indivíduo.


A voz, deve possuir um conjunto de características (intensidade, altura, duração e ritmo), permitindo um uso adequado e sua percepção agradável aos outros. Quando estas características, se alteram, instala-se um desvio, ou seja, deixa de ser aceite como “normal” se não estiver adequada ao sexo, à idade ou ao contexto sócio-cultural.

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Como se produz a Voz?
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  • Ao sentir vontade de falar, o cérebro transmite impulsos nervosos aos músculos do sistema respiratório,
  • esses músculos, ao contraírem-se, geram uma determinada pressão sob o volume de ar nos pulmões, que é forçado a subir ao longo da traqueia,
  • chegando à laringe (onde se situam as pregas vocais, formando um V invertido), o ar flui pelas pregas vocais, colocando-as em vibração, gerando um som,
  • esse som é modulado/amplificado, pelas estruturas do tracto vocal (cavidades de ressonância: faríngea, bucal e nasal e estruturas articulatórias, que se movimentam: lábios, língua e mandíbula), originando a voz, como um conjunto de sons da fala. Qualquer alteração, ao longo desta via, quer seja por motivos estruturais e/ou comportamentais, irá condicionar uma boa qualidade vocal. As alterações da qualidade vocal designam-se por Disfonias.

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O que prejudica a Voz?
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Tabaco


Existe evidência científica quanto aos efeitos do tabaco na laringe, nomeadamente às alterações morfológicas e funcionais que ocorrem nas pregas vocais e consequentemente originam uma má qualidade vocal.
A qualidade vocal vai-se deteriorando, muitas vezes sem que o indivíduo se aperceba, uma vez que esse efeito é gradual. O fumo do cigarro, causa irritação das pregas vocais (resultando em edema e inflamação), estas reagem, produzindo muco, que se acumula em toda a sua extensão (na camada mais superficial), favorecendo o aparecimento de pigarreio e da tosse, conduzindo à desidratação, assinalada pelo indivíduo como “garganta seca, arranhada, áspera ou com expectoração”.


Álcool

O consumo diário de álcool, principalmente de bebidas destiladas, como o brandy, wisky e aguardentes, levam ao mesmo conjunto de acontecimentos, descritos anteriormente. O efeito nocivo, instala-se lentamente.

O pigarreio é frequente e a tosse matinal, constituem comportamentos agressivos a laringe e faringe.


Cafeína

Esta substância, existente no café, chá e coca-cola, tem um efeito de desidratação das mucosas do tracto vocal, assim como um factor de excitabilidade do sistema nervoso.


Refluxo Gastro-Esofágico (RGE)

Também chamado “azia”, o RGE (sucos gástricos que refluem) é extremamente agressivo para a mucosa da faringe e região posterior das pregas vocais, originando a sensação de queimadura. Deste modo, ocorre um aumento de produção de muco e consequentemente a necessidade de pigarrear e tossir.


Poluição

A exposição prolongada, face à inalação de vapores tóxicos, (provenientes de fábricas, oficina de automóveis, limpezas domésticas), do pó (das casas; escola, como o pó da utilização de giz e respectivo apagador) e dos fungos e bolores de objectos guardados há muito tempo, em locais pouco arejados; podem constituir agentes agressivos paras as mucosas do nariz, faringe e laringe.


Diferenças de Temperatura

Os indivíduos sujeitos a mudanças de locais com diferentes temperaturas, como a utilização de câmaras frigoríficas, ou espaços de temperatura elevada com menor (ar condicionado) ou maior grau de humidade (estufas); levam à desidratação das mucosas do nariz, faringe e laringe; estimulando a ocorrência de pigarreio.


Mudanças de estação de ano

Durante estes períodos, com relevância na primavera, com a inalação do pólen circundante no ar, aumentam a sensibilidade das mucosas das fossas nasais, desencadeando espirros frequentes, corrimento nasal, pruridos, dificuldades em manter uma respiração nasal.

De igual modo, pelos factores descritos anteriormente, estes episódios levam à desidratação e abusos vocais constantes como o pigarreio e a tosse, que provocam atrito intenso nas pregas vocais.


Bebidas quentes e geladas

A temperatura do nosso corpo é constante, mas sempre superior àquela existente numa bebida fria/gelada como a água, cerveja ou leite provenientes do frigorífico, provocando uma vasoconstrição da região faríngea e laríngea e assim uma diminuição do lúmen dos espaços de ressonância (limitando amplificação da voz).

Stress


Situações geradores de stresse, muitas vezes evidenciado pelo cansaço, tensão muscular, espasmos musculares, palpitações, suores, etc. acabam por influenciar negativamente a qualidade de voz.

Desidratação das mucosas, diminuição de amplitude da mandíbula, imprecisão articulatória, diminuição do lúmen da faringe, levam a um voz, produzida numa laringe em contracção muscular, percepcionando uma voz “apertada, tensa, em esforço”.


Mau uso e Abuso Vocal

A permanência de comportamentos vocais como o pigarreio e a tosse (abusos vocais); gritar, falar muito (com poucas pausas), falar muito alto (principalmente contra um ruído de fundo), falar depressa demais, ausência de entoação melodia (voz monocórdica) ou a utilização de uma intensidade e altura tonal numa frase de forma desadequada; resultam em alterações na qualidade vocal.
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Sinais e sintomas de alerta


Sensação de esforço, de secura, de comichão, de queimadura, de corpo estranho na garganta, fadiga vocal (fonastenia), rouquidão progressiva e/ou persistente por mais de 2 semanas, dor persistente na garganta ou durante a deglutição (engolir), aparecimento de uma "massa" no pescoço, pigarreio constante; que ocorrendo com alguma frequência, poderão ser indicativos de patologia vocal. Consulte um Otorrinolaringologista!


Cuidados a ter com a Voz


Manter uma voz saudável, requer alguns cuidados diários:


  • Hidratação: beba água, em pequenos golos, ao longo do dia, à temperatura natural (2l/dia); Faça gargarejos com uma solução salina em água tépida;
  • Lave as fossas nasais com soluções aquosas (como o soro fisiológico) ou vaporizações diárias;
  • Reduza a ingestão de bebidas como o álcool, café, bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas e o consumo de pastilhas à base de menta, que podem provocar desidratação;
  • Não fume, evite frequentar ambientes com fumo;
  • Evite ambientes com ar condicionado;
  • Faça repouso vocal, após o uso prolongado de voz ou uso vocal de intensidade muito forte;
  • Utilize uma articulação adequada (com movimentos amplos da língua, dos lábios), velocidade do discurso moderada;
  • Evite usar a voz (em duração e intensidade) sempre que esteja “constipado”, ou em crises de alergias;
  • Reduza o consumo de condimentos na alimentação (como o piripiri) provocam azia e má digestão;
  • Mantenha um estilo de vida saudável (faça desporto, tenha uma alimentação equilibrada, durma no mínimo 8h, passeie, relaxe e divirta-se).
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Intervenção na Voz - Equipa Multidisciplinar


Na existência de alterações na qualidade da voz, devem ser consultados profissionais de saúde como o otorrinolaringologista e o terapeuta da fala, habilitados para avaliar a situação, diagnosticar e estabelecer a intervenção terapêutica mais adequada.


Locais de consulta




Clinifarma são joão


(Local preferencial)

Rua Jorge Gomes Vieira 15 B Sto António da Caparica (Junto à Inatel)
Tel / Fax: 21 291 12 24

Mail 1: clinifarma@clinifarma.com.pt
Mail 2:
clinifarma@sapo.pt
Site: www.clinifarma.com.pt



Associação Saúde Mútua Empregados do Comércio de Lisboa


  • Lisboa, Tel:21 881 33 00


Apoio directo a escolas



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